E não era apenas um filme?
Misture os seguintes ingredientes: Um
país com ideais retrógrados e fundamentalista (no pior sentido da palavra),
bons hackers, uma grande empresa de cinema e todo o medo e paranoia
americano.
O resultado: Um episódio único na
história do cinema.
Para quem não sabe, a Sony foi atacado
por hackers nas ultimas semanas e teve arquivos e emails revelados para a
mídia, gerando noticias que possuíam um tom mais voltado para as indiscrições
que foram reveladas do que o caráter audacioso e perigoso que a invasão e
compartilhamento de informações de uma empresa como a Sony sofreu.
A investigação sobre o caso aponta
para o governo da Coreia do Norte, que havia repudiado a forma com que o país e
seu grande líder haviam sido retratados na comédia "A
entrevista".
Pois bem, ontem, a Sony CANCELOU a
estréia do filme nos EUA e suspendeu sua exibição em vários países, como o
Brasil. Se cogita que o filme não seja exibido nos cinemas (os hackers,
denominados Guardians of Peace ameaçaram os exibidores nos EUA), sendo cogitado
que seja distribuído apenas em DVD/Bluray ou seja disponibilizado para venda
(on demand) pela internet.
Independente das opiniões, reflexões,
culpados e poucos inocentes desta história, sei que o filme deve ser um dos
mais vistos de 2015, diante de tanta polêmica (isso os gênios de Pyongyang não
pararam pra pensar) e a Sony e possivelmente a grande indústria devem ter muita
sujeira guardada em suas "gavetas", para assumirem um prejuízo tão
grande diante do risco e audácia dos hackers.
Pelo visto, não são apenas fofocas e
um filme que nem estreou não é apenas uma comédia.
